Sunday, June 04, 2006

Ode ao Ventre Livre e às Pilulas anticoncepcionais



Liberdade, Liberdade
Pintassilgo boa sorte, voe livre para mais uma morte.
E valeu a pena?
Tudo vale a pena se a liberdade é condicional e tem direito a visitas íntimas.

Monday, May 01, 2006

A neve na Janela

Hoje estava caminhando da beirada da praia e ouvi o som das ondas ricocheteando nas pedras cheias de limo e garrafas pet. Lembrei-me assustadoramente de uns versos de um poeta Finlando-dinamarques, da aclamada nova literatura do retangulo do bacalhau, área que reúne Finlandia, Dinamarca, Noruega e Islandia. O nome do pota que aqui me recordo é Kevin Succks e é dele um dos mais brilhantes livros desta nova geração, intitulado "One rose for Mrs. SuckDick". Em seus 27 anos de idade o jovem poeta já escreveu três livros de poemas e uma reunião de crônicas semanais publicadas num jornal local das Ilhas Faroe. Bem sem mais demandas, apresento aos leitores deste blog uma prquena amostra da poesia de Kevin Succks.


Snow in my window

Windows, glasses, doors.
my heart is a clown
a pretty clown in a box.
Freeze.
the snow resiste, down,
put your pussy in my dick.
Windows, Smart windows
don't close me
i hate me
i don't like you freeze.


Senhoras e senhores, este é Kevin Succks, a Nova voz do retangulo do bacalhau.

Monday, April 24, 2006

A morte e a sorte

Amigo meu, amigo meu
Nessa vida
Não importa que vai
nem quem volta
Não importa quem fica
nem que some
Só importa nessa vida
Amigo meu
É quem se come.

Amigo meu, amigo meu
Não basta só amor
Nem só ser tradutor
Nem tudo nessa vida é sorte
Os dias não são laudas
Amigo meu, se saiu das fraudas
Já dá pra pensar em morte!

Amigo meu, amigo meu
Não esmoreça
Por mais que tanta coisa aconteça
A felicidade sempre existirá
Não no sorriso de um amigo
Nem das cabrochas no embigo
Mas nas rolinhas do Gragoatá!

Amigo meu, amigo meu
Só te peço uma coisa
Me conte depois
Quem foi que morreu!

Elegia a Manuela

A primeira vez que vi Manuela
Entre a lixeira e o quiosque
Ela queria o meu Quibe
Eu só queria o seu Brioche

Eu amava Manuela
Mas Manuela tinha tifo
Manuela sifu, Manuela mifu

A segunda vez que vi Manuela
Ela estava bebendo pinga
Ela me deu o maior mole
Mas eu peguei a sua amiga

Eu amava Manuela
Mas Manuela tinha tifo
Manuela sufu, Manuela mifu

A terceira vez que vi Manuela
Nunca mais me esquecerei
Ela estava no caixão
E o meu AMIGO disse:
"Bem que eu te avisei,

Eu amava Manuela
Mas Manuela tinha tifo
Manuela sifu, Manuela mifu"

Friday, April 14, 2006

O Retorno do Pintassilgo


Puta queo Pariu. Estou cansado de explicar porque estive fora por uns tempos. Estava em Goa e Macau participando de palestras e encontros sobre o Pintassilgo brasileiro e sua importância na formação do pensamento neo-africo-oriental na literatura e na técnica do assobio. Por lá estiveram também outra notoriedades da crítica literária mundial, como Harold Bloom (falando de Shakespeare, como sempre); Roberto da Matta (enganador); Miss Delaney O'Connor (belas pernas); dentre outros. Discutimos as peculiaridades literárias de sempre e falamos da vida dos outros como é de costume nesses encontros de acadêmicos. Por falar nisso, vocês sabiam que o pintassilgo é uma ave tão venerada em Guiné Bissao que o atual ministro da convergência litero-cultural da província de Macambe mandou construir um busto em homenagem ao pássaro? Sei que vocês não sabem. É por isso que às vezes me refugio em locais onde encontro pessoas de meu nível intelectual. Agora estou de volta ao Brasil e com muitos novos textos e odes para publicação. Meu livro de Odes deve sair no segundo semestre deste ano (em processo de escolha da editora: Martins Fontes ou Nova fronteira?) e os anais do congresso em que estive serão disponibilizados na internet, onde vocês poderão ler minha comunicação intitulada 'O pintassilgo e ao morte na contemporaneidade'. Já que todos agora já sabem por que fiquei longe por um tempo, aguardem novas publicações. Para terminar, posto a ode que fiz em homenagem a Miss Delaney (belas pernas):

Jaguatirica, jaguatirica
Quanto mais me arranha, mais dura fica.
E valeu a pena?
Tudo vale a pena se o casaquinho é da Cantão.

Friday, March 17, 2006

Ode ao Cirineu

Ao amigo Cirineu.

http://www.orkut.com/AlbumZoom.aspx?uid=9411015370706346151&pid=4


Cirineu, Cirineu
Com essa cara de babaca, diz quem foi que te comeu!
E valeu a pena?
Tudo vale a pena se a Uma Thurman está no filme.

Saturday, March 11, 2006

Ode a Mulher Moderna

Esta Ode eu fiz quando estava na grade regular da faculdade de Ontologia na Universidade do Camboja e o Sr. Dr. Reitor me pediu: "Brownie, faça um poema em comemoração ao dia internacional da mulher. Tente ser universal." Lembrei de minha avó me dizendo sobre a receita das rosquinhas nevadas: " Browninho meu neto, pra rosca ficar boa de comer, tudo depende da untada. Esquece o banho maria e se concentra na untada." Li umas revista femininas pra adentrar os grotos do inconsciente das mulheres. Eis o texto:


Mulher, Mulher,
Te pego a qualquer hora, até lendo a Marie Claire.
E valeu a pena?
Tudo vale a pena se a seção não é de moda.

Sunday, March 05, 2006

CANTO AO REGRESSO DO PINTASSILGO

Todos os dias renovo o alpiste
Com o antigo palpite
Que meu pintassilgo voltará.

Ele partiu faz muito tempo.
Fugiu com uma rolinha
E com sabão faço bolinhas
Imaginando seu regresso...

Volta pintassilgo
E abarca minha tristeza.

Toda manhã penso comigo:
- Por onde andará meu pintassilgo?
Minha imaginação voa contigo
Pelos ares do gragoatá...

E entre blocos e quixotes
Ele me canta todas as mortes num canto tão distante,
Num vôo rasante
Cagando pro quiosque.

Volta pintassilgo
e abarca minha tristeza.

Pintassilgo faça contato.
Mande um scrap, um fax, um telegrama
Faça um orkut e mande o endereço
Combinando um programa...

Pintassilgo, Pintassilgo
Se regressar não podes
Continuarei a fazer minhas odes
Com tristeza, mas com afinco.

Farei milhares, aos montes, todos os motes
E os avatares e as fontes serão mortes
Ou ao menos aquelas que quis matar...

Volta pintassilgo
E abarca minha tristeza.

Pintassilgo, pintassilgo
não me peca de vista,
pois eu já fiz minha lista e tão logo venhas
distribuirei muitas senhas
às rolinhas do gragoatá.
Oh, rolinhas
Em fila indiana
Espero todas em minha cama
Uma a uma vou matar.

Volta pintassilgo
E abarca minha tristeza.

Quando partiste pro norte
levaste contigo minha sorte
Espero teu regresso, pois só isso te peço
Pra minh’alma acalmar.

E agora tudo é tão triste
Da janela vejo o horizonte
E imagino:
Pintassilgo distante
Onde andarás, onde andarás?

Volta pintassilgo,
Você me deve quinze reais.